quarta-feira, 18 de novembro de 2009

De um outro lado,








“Hoje ao levantar pude respirar sozinha, de um modo que me satisfez; eu nasci sozinha pra que sofrer por alguem?”

Então aquele sorriso saiu de seu rosto de uma forma não mais entendida, capaz de confundir até mesmo seu reflexo. E foi facil lembrar-me daquelas palavras “contradição-mentiras-contradição”, você se lembra?
Foi então que percebi o verdadeiro sentido de tudo, o que era mais verdadeiro do que suas mentiras? Orgulho, pensei por um momento, deve senti-lo, é capaz de mentir para suas próprias verdades.
Tempo.
Um sorriso me lembrou, assim chamando-me, meus olhos foram capazes de brilhar apenas por fita-los, sabendo que eram direcionados a mim.
Poderia escrever todos os meus misterios e tranca-los em ti, somente uma chave era capaz de abri-los, sempre a nomeava-vos “eu e você”. A chave então foi molhada com a agua salgada de nossos olhos, e enferrujou, não foi mais capaz de abrir nenhum de nossos misterios, e não mais nos deixou visualizar os antigos, então, percebi que falamos do fim.
Presente.
Ainda de madrugada volto a pensar, como seria você aqui, de qualquer forma, assim constante. Encontrar a saida passou a ser complicado demais, então apenas conclui que não poderia valer a pena, não depois de tudo.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Depois da tempestade - Capitulo Dois - II


Depois da tempestade agüentei aproximadamente quinze noites sem aquele olhar de procura, então fui em busca de respostas. Não seria tão complicado ter que ouvi-las mais uma vez, sabendo que tudo era dito sobre nós há um tempo, onde estaria todo o presente?
O mais engraçado é ouvir sua voz me dizer questionamentos de outras tantas pessoas, que mais uma vez apenas podem nos fitar de longe, sem saber a real situação de tudo aqui dentro.
Enquanto a noite tomava meus olhos me deparei com a beleza de luzes não muito distantes, assim em movimentação constante, por um tempo imaginei tudo que passei, quando tudo ficou claro, descobri o que se nomeava escuridão.
Minha resposta foi não. Não depois de tudo.
Sobre aqueles lençóis não mais usados tudo se acabou, apenas respiração.

Seria mais uma volta para casa, não como as citadas antigamente, mas apenas uma volta para casa, quando aqueles mesmo olhos me fitaram, não poderia desistir de quinze noites, a única saída, seria enfrentá-los.
Sobre toda aquela pressão os olhos ficavam mais próximos, assim perdi-me no tempo por segundos.
Enfrentá-los desta vez não foi como antigamente, era como se não houvesse mais aquele perigo de tudo poder acabar. Não havia mais nada a acabar, e estas foram às palavras lembradas.
Assim, como não lembrá-las, não mais fitei aquelas marcas eternas, antigas, assim não mais lembrei meus dias com vocês.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Depois da tempestade - Capitulo Dois





Ao abrir os olhos, fiquei a esperar, mas não mais que aquela velha porta se abrisse mais uma vez com seu sorriso, ou com a luz do corredor e a dor de saber que nada ali mudara. Foi apenas esperar que algum destes sentimentos cause o impacto de todas as manhãs, mas desta vez, nada me lembrou você.

No mesmo momento procurei encontrar motivos para o que estava acontecendo, e não foi muito esforço para lembrar-me da tempestade da noite passada, tempestade de palavras, tempestade de verdades.

Lembrei-me de seu ultimo pedido, não mais existir aquela velha tarde, que eu procurá-la agradecer aos céus todos os dias, desta vez, era como se eu nunca respira-la, seu maior sonho se realizando, eu não mais respirar seus sorrisos.

Durante a tarde não foi preciso muitas distrações para não pensar em cada momento, na verdade, agora tenho dificuldades para lembrar, algo mais complexo de que seus sorrisos passaram a bloquear estas lembranças.
Entender claramente as flores caírem e aceitar se tornou fácil demais a meus olhos, como tudo no mundo o primeiro ato vem de conseqüências de algo já existente, quando falo de mim, prefiro nomeá-la dor. Podemos usar o que já temos para deixar florescer aquela imagem bonita, até que chegue a estação onde tudo acaba e simplesmente o vento sopra tudo para um novo recomeço. Deixe-me florescer sozinho, deixe-me criar minhas raízes, e mesmo que não me encontres mais naquele banco, tente ao menos gritar meu nome.

domingo, 1 de novembro de 2009

Espelho,


Há tempos, alguém me disse que viver de sonhos sempre foi o melhor para alguém que gostaria de viver amanhã, por bons dias aproveitei meus dias assim, sonhando, sempre tentando buscar alguma forma de nunca deixar de viver aquele meu sonho.
Muitas vezes não deixei transparecer toda aquela verdade por trás dos sorrisos, era preciso muito mais de uma lamina para poder fita-lo em busca de uma resposta.
E se tornou complexo esperar que qualquer lagrima com seu peso ao menos trincar aquele espelho com a esperança de não mais ver meu verdadeiro reflexo, não mais saber quem eu sou, não mais precisar de você.
Tenho que admitir que nunca me deixasse apenas sonhar, pois sempre usou sua realidade para mostrar-me que jamais falaríamos de sonhos naquele velho ponto. Porem preferia continuar a levar este desejo de sonhos à diante.
Quando o espelho quebrou,
Prefiro não tocar no tempo, e mesmo assim penso como o faria, é assim, pensar em não mais tê-lo ao meu lado, impossível.
E falando novamente sobres lagrimas, quem diria ser tão fácil assim? Foram capazes de não só trincá-las, mas atravessar aquele reflexo.
Então fui capaz de poder ver tudo que estava ao meu redor, toda aquela dor concentrada deixou de ser apenas minha. Irônico questionar que esta parte nunca fomos nós.
Assim seguiram os dias, assim seguiram todos meus dias, procurar trincar estes reflexos que sempre me mostram você.