
Ao abrir os olhos, fiquei a esperar, mas não mais que aquela velha porta se abrisse mais uma vez com seu sorriso, ou com a luz do corredor e a dor de saber que nada ali mudara. Foi apenas esperar que algum destes sentimentos cause o impacto de todas as manhãs, mas desta vez, nada me lembrou você.
No mesmo momento procurei encontrar motivos para o que estava acontecendo, e não foi muito esforço para lembrar-me da tempestade da noite passada, tempestade de palavras, tempestade de verdades.
Lembrei-me de seu ultimo pedido, não mais existir aquela velha tarde, que eu procurá-la agradecer aos céus todos os dias, desta vez, era como se eu nunca respira-la, seu maior sonho se realizando, eu não mais respirar seus sorrisos.
Durante a tarde não foi preciso muitas distrações para não pensar em cada momento, na verdade, agora tenho dificuldades para lembrar, algo mais complexo de que seus sorrisos passaram a bloquear estas lembranças.
Entender claramente as flores caírem e aceitar se tornou fácil demais a meus olhos, como tudo no mundo o primeiro ato vem de conseqüências de algo já existente, quando falo de mim, prefiro nomeá-la dor. Podemos usar o que já temos para deixar florescer aquela imagem bonita, até que chegue a estação onde tudo acaba e simplesmente o vento sopra tudo para um novo recomeço. Deixe-me florescer sozinho, deixe-me criar minhas raízes, e mesmo que não me encontres mais naquele banco, tente ao menos gritar meu nome.