domingo, 6 de dezembro de 2009


Eu preciso lhe abraçar,
neste frio,
ainda prefiro ficar sem blusa,
para poder fazer do meu sol,
seu corpo,
assim,
deixando-a me aquecer.


quarta-feira, 18 de novembro de 2009

De um outro lado,








“Hoje ao levantar pude respirar sozinha, de um modo que me satisfez; eu nasci sozinha pra que sofrer por alguem?”

Então aquele sorriso saiu de seu rosto de uma forma não mais entendida, capaz de confundir até mesmo seu reflexo. E foi facil lembrar-me daquelas palavras “contradição-mentiras-contradição”, você se lembra?
Foi então que percebi o verdadeiro sentido de tudo, o que era mais verdadeiro do que suas mentiras? Orgulho, pensei por um momento, deve senti-lo, é capaz de mentir para suas próprias verdades.
Tempo.
Um sorriso me lembrou, assim chamando-me, meus olhos foram capazes de brilhar apenas por fita-los, sabendo que eram direcionados a mim.
Poderia escrever todos os meus misterios e tranca-los em ti, somente uma chave era capaz de abri-los, sempre a nomeava-vos “eu e você”. A chave então foi molhada com a agua salgada de nossos olhos, e enferrujou, não foi mais capaz de abrir nenhum de nossos misterios, e não mais nos deixou visualizar os antigos, então, percebi que falamos do fim.
Presente.
Ainda de madrugada volto a pensar, como seria você aqui, de qualquer forma, assim constante. Encontrar a saida passou a ser complicado demais, então apenas conclui que não poderia valer a pena, não depois de tudo.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Depois da tempestade - Capitulo Dois - II


Depois da tempestade agüentei aproximadamente quinze noites sem aquele olhar de procura, então fui em busca de respostas. Não seria tão complicado ter que ouvi-las mais uma vez, sabendo que tudo era dito sobre nós há um tempo, onde estaria todo o presente?
O mais engraçado é ouvir sua voz me dizer questionamentos de outras tantas pessoas, que mais uma vez apenas podem nos fitar de longe, sem saber a real situação de tudo aqui dentro.
Enquanto a noite tomava meus olhos me deparei com a beleza de luzes não muito distantes, assim em movimentação constante, por um tempo imaginei tudo que passei, quando tudo ficou claro, descobri o que se nomeava escuridão.
Minha resposta foi não. Não depois de tudo.
Sobre aqueles lençóis não mais usados tudo se acabou, apenas respiração.

Seria mais uma volta para casa, não como as citadas antigamente, mas apenas uma volta para casa, quando aqueles mesmo olhos me fitaram, não poderia desistir de quinze noites, a única saída, seria enfrentá-los.
Sobre toda aquela pressão os olhos ficavam mais próximos, assim perdi-me no tempo por segundos.
Enfrentá-los desta vez não foi como antigamente, era como se não houvesse mais aquele perigo de tudo poder acabar. Não havia mais nada a acabar, e estas foram às palavras lembradas.
Assim, como não lembrá-las, não mais fitei aquelas marcas eternas, antigas, assim não mais lembrei meus dias com vocês.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Depois da tempestade - Capitulo Dois





Ao abrir os olhos, fiquei a esperar, mas não mais que aquela velha porta se abrisse mais uma vez com seu sorriso, ou com a luz do corredor e a dor de saber que nada ali mudara. Foi apenas esperar que algum destes sentimentos cause o impacto de todas as manhãs, mas desta vez, nada me lembrou você.

No mesmo momento procurei encontrar motivos para o que estava acontecendo, e não foi muito esforço para lembrar-me da tempestade da noite passada, tempestade de palavras, tempestade de verdades.

Lembrei-me de seu ultimo pedido, não mais existir aquela velha tarde, que eu procurá-la agradecer aos céus todos os dias, desta vez, era como se eu nunca respira-la, seu maior sonho se realizando, eu não mais respirar seus sorrisos.

Durante a tarde não foi preciso muitas distrações para não pensar em cada momento, na verdade, agora tenho dificuldades para lembrar, algo mais complexo de que seus sorrisos passaram a bloquear estas lembranças.
Entender claramente as flores caírem e aceitar se tornou fácil demais a meus olhos, como tudo no mundo o primeiro ato vem de conseqüências de algo já existente, quando falo de mim, prefiro nomeá-la dor. Podemos usar o que já temos para deixar florescer aquela imagem bonita, até que chegue a estação onde tudo acaba e simplesmente o vento sopra tudo para um novo recomeço. Deixe-me florescer sozinho, deixe-me criar minhas raízes, e mesmo que não me encontres mais naquele banco, tente ao menos gritar meu nome.

domingo, 1 de novembro de 2009

Espelho,


Há tempos, alguém me disse que viver de sonhos sempre foi o melhor para alguém que gostaria de viver amanhã, por bons dias aproveitei meus dias assim, sonhando, sempre tentando buscar alguma forma de nunca deixar de viver aquele meu sonho.
Muitas vezes não deixei transparecer toda aquela verdade por trás dos sorrisos, era preciso muito mais de uma lamina para poder fita-lo em busca de uma resposta.
E se tornou complexo esperar que qualquer lagrima com seu peso ao menos trincar aquele espelho com a esperança de não mais ver meu verdadeiro reflexo, não mais saber quem eu sou, não mais precisar de você.
Tenho que admitir que nunca me deixasse apenas sonhar, pois sempre usou sua realidade para mostrar-me que jamais falaríamos de sonhos naquele velho ponto. Porem preferia continuar a levar este desejo de sonhos à diante.
Quando o espelho quebrou,
Prefiro não tocar no tempo, e mesmo assim penso como o faria, é assim, pensar em não mais tê-lo ao meu lado, impossível.
E falando novamente sobres lagrimas, quem diria ser tão fácil assim? Foram capazes de não só trincá-las, mas atravessar aquele reflexo.
Então fui capaz de poder ver tudo que estava ao meu redor, toda aquela dor concentrada deixou de ser apenas minha. Irônico questionar que esta parte nunca fomos nós.
Assim seguiram os dias, assim seguiram todos meus dias, procurar trincar estes reflexos que sempre me mostram você.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Ontem,


Foi um tempo atrás, sem lembrar-se de datas, apenas um tempo atrás.
Era como sentir estrelas em minha mão, e poder olhar diretamente para o sol, sem ferir meus olhos, alguém sabe definir o que sentia?

Sempre quando se aproximava as 20h00, lembrava-me que estava no horário de mais um dia acabar, então parávamos sempre no mesmo local, perto das duas grandes arvores, diante dos desenhos animados. Cada dia riscava-mos aquelas paredes com sorrisos, lagrimas, mas apesar de tudo segredos, que hoje ainda posso vê-los.

O que mais me marcava naqueles tempos era quando percebia o desejo do não dizer quando falávamos tchau, sempre selado com um abraço forte. E assim, tudo se acabava, naquele olhar.

Sentado no ônibus, sempre do lado esquerdo, encostava minha cabeça no vidro, e ficava olhando para o lado exterior, era incrível a quantidade de pessoas que meus olhos poderiam fitar, e mesmo assim, era capaz de gritar obrigado em minha alma sem ninguém ouvir.

Eu procurava sempre pensar nos sorrisos do dia, mas sempre o que predominava eram alguns fatos que gostaria de não mais lembrar, contanto, mesmo assim, definia-me como a pessoa mais feliz do mundo. Mesmo quando não fazíamos nada, tudo era incrível, porque até mesmo o nada, contigo me fazia feliz.

“Escolhas nunca são fáceis, mas nem são para sempre, até o pra sempre acaba, eu viveria de novo aquele momento, em janeiro eu me lembro.” (8)

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Amigos e Amigos.






Eu sempre me questionei sobre o que seria perfeito, hoje eu cheguei a uma conclusão, nada.
Nós podemos sempre ter momentos maravilhosos, porem sempre vamos nos deparar com algo. Vamos dizer que estas imperfeições chamam-se “ser humano”.
Talvez um sorriso me limite de deixar escorrer uma lagrima, mas e quando a escuridão cair?

Hoje eu prefiro viver esta realidade, para amanhã nada acontecer mais uma vez. Não posso fingir que meu passado não me deixou tomar decisões, seria hipócrita. O que me resta a fazer, e tentar te esquecer, porque isso nunca ira me levar a lugar algum a não ser ao começo de toda esta historia que insiste em se repetir.

Eu procuro entender o tempo, mas todas as janelas estão fechadas, depois de todas estas chuvas, de todas as palavras, é mais uma vez, apenas complicado.

Eu gostaria de poder abrir os olhos há 361 dias e evitar qualquer capitulo que se aproximasse da realidade que hoje vivo. Mas como seriam os dias atuais?

Vivemos em um labirinto que nos levam aos mesmos erros.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Espera,


Em uma realidade subtendida pude perceber o que seria o amor de verdade, e de quais maneiras podemos empregá-los em nosso cotidiano, não que qualquer maneira de amar não seja valida, mas acha mesmo que alguns dos tantos amores a sua volta seriam o mesmo se você começar não apenas pensar, mas também viver o não? Quantos deles ficariam ao seu lado? Ou amar é se sacrificar por outra?
Há pouco tempo pude perceber do que se tratava aquela espera, e por mais chocante que possa parecer era justamente, esperar, esperar demais, não de que meu espelho mostra claro, mas sim de que meus olhos podem ver, pessoas que eles refletem.

E como tudo em nossas vidas a espera é um fardo que temos que carregar, a única maneira valida de lhe dar com isso e a maneira com que encaramos, apenas assumir o destino ou fazer bom proveito. A pouco tempo encarava como destino, e sempre a esperar de um te amo maior ainda, dito por meu olhar a vocês, mas como tudo, ficava a esperar. Em uma manhã também fiquei a esperar a porta de meu quarto se abrir, e novamente fiquei a esperar. Até quando desta espera?
Foi quando percebi que talvez eu viveria por volta de cem anos, talvez possa ser cem anos de espera, e quando chegar ao final, aquele velho banco do ponto de ônibus, esteja vazio.

Então, viva, sinta, feche os olhos e deixe o vento lhe mostrar que mesmo que não tenhamos tudo que desejamos, sempre há pelo que abrir-mos os olhos e dizer, muito obrigado.

sábado, 10 de outubro de 2009

Mentiras,


Olhar para o lado e não sentir, quem se dizia sempre aqui, não mais ver também, mas realmente acreditei? Ou apenas inventei momentos que os verbos eram no coletivo, eram sobre nós dois.
Não vou dizer que não vai passar, muito menos que não vou sentir, mas a dor é algo que podemos escolher fazer acontecer, ou simplesmente a guardar, e apenas chamá-la em dias de chuva, com fortes trovoes.
Ao abrir os olhos não vou mais pensar, visto que, tudo que preciso vai muito alem do ar que respiro, ele passa por cada olhar que me faz querer, ele passa em quadro dimensões, onde cada uma é capaz de me proporcionar sorrisos, muito mais além, eles me proporcionam sonhos.
Impossível segurar lagrimas quando ouso as canções sair de seus lábios, e saber que todos aqueles pensamentos já falados aqui, não mais podem me dizer não, não mais podem me ferir.
KJTR

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Escuridão,


Hoje acordei com a luz da janela do corredor entrando pelo pequeno vão da porta,
Porem não foi como os demais dias, demorei a levantar, olhei para a luz, e ainda fiquei lá, inerte, como se esperasse algo acontecer para o primeiro movimento.
Nada aconteceu.
A cada dia eu me questiono até quando esta espera, sem questionar o que da espera?
Hoje talvez eu passe e seja notado, não com os olhos de quem admira, e sim com a maldade ao lado, mas qual será o mais errado desta historia? De quais e quantas formas será formado o homem, de qual de suas faces se faz a verdadeira.
Não mais julgar, não mais olhar, pois na verdade o que se faz valer à pena é o sentir, nada mais do que isso.

Eu falo sobre as maldades atiradas a mim de todas as regiões, mais maldade ainda seria frente ao espelho, pois, somente lá, saberás o que és tudo vida, sem farsas, mentiras.
Saberás ver quem és tu perto de mim.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Fim


Demorou certo tempo para chegar à conclusão de qual matéria eu seria constituído, e seria um erro ou egoísmo assumir que fiquei decepcionado? De qualquer forma, ser igual.
Eu fiquei a gritar, mas nada ao meu redor se tornava real, era como esperar chuva a 40º, e mesmo não sabendo do que se travava, eu sentia, não havia ninguém a me ouvir.
E toda vez que se entra em cogitação o fim, algo me diz não, e se um dia eu não mais voltar atrás?
Ser feito de sorrisos, é sempre uma saída valida, mas até quando?

Procuro distrações, até mesmo na televisão, qualquer coisa com a função de me fazer não mais querer, mas tudo é sobre as mesmas coisas, seria então o sexto andar?
Eu só queria olhar meu reflexo e assumir, assumir o que ninguém vê, ao menos em mim, carne e osso.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A tarde,


Hoje lutei para achar alguma distração que me livrasse de meus pensamentos, e nem mesmo o brilho da estrela da tarde, entre os galhos das arvores foram capazes de tal procedimento.
Fui obrigado a me entregar a eles,
Mas,
Não eram mais os mesmos de alguns meses atrás, eles eram tão concretos quando o assunto era duvida, de qual assunto realmente estava pensando? Desta vez não havia possibilidades, a única idéia concreta era o vazio.

O vento estava bem gelado, mas nada era capaz de me fazer esquecer, atirei minhas mãos para a madeira mais próxima, e a usei como apoio, deixando assim meu corpo estirado pela torre, eu fui capaz de perceber tudo que estava ao meu redor com apenas um olhar, e nada, absolutamente nada, era capaz de existir.

É muito complicado ser uma maquina programada para produzir sorrisos.

domingo, 4 de outubro de 2009

19 anos depois,



Amanhecer,


Eu olhei para o céu e fiquei a pensar o que poderia estar acontecendo do outro lado do mundo, porque naquele local onde eu me encontrava estava simplesmente tudo parado, e demorou a perceber que um pássaro de uma arvore não muito distante cantava a procura de seus outros, foi quando o vento tocou minha face, me fazendo voltar ao normal, voltar a perfeição daquele minuto, e como uma bomba liberei o resto de fumaça daquele narguille olhando para as ultimas estrelas que estavam a espera do sol, assim como nós três a espera de um novo dia, a espera do meus 19 anos.