quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Ontem,


Foi um tempo atrás, sem lembrar-se de datas, apenas um tempo atrás.
Era como sentir estrelas em minha mão, e poder olhar diretamente para o sol, sem ferir meus olhos, alguém sabe definir o que sentia?

Sempre quando se aproximava as 20h00, lembrava-me que estava no horário de mais um dia acabar, então parávamos sempre no mesmo local, perto das duas grandes arvores, diante dos desenhos animados. Cada dia riscava-mos aquelas paredes com sorrisos, lagrimas, mas apesar de tudo segredos, que hoje ainda posso vê-los.

O que mais me marcava naqueles tempos era quando percebia o desejo do não dizer quando falávamos tchau, sempre selado com um abraço forte. E assim, tudo se acabava, naquele olhar.

Sentado no ônibus, sempre do lado esquerdo, encostava minha cabeça no vidro, e ficava olhando para o lado exterior, era incrível a quantidade de pessoas que meus olhos poderiam fitar, e mesmo assim, era capaz de gritar obrigado em minha alma sem ninguém ouvir.

Eu procurava sempre pensar nos sorrisos do dia, mas sempre o que predominava eram alguns fatos que gostaria de não mais lembrar, contanto, mesmo assim, definia-me como a pessoa mais feliz do mundo. Mesmo quando não fazíamos nada, tudo era incrível, porque até mesmo o nada, contigo me fazia feliz.

“Escolhas nunca são fáceis, mas nem são para sempre, até o pra sempre acaba, eu viveria de novo aquele momento, em janeiro eu me lembro.” (8)

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Amigos e Amigos.






Eu sempre me questionei sobre o que seria perfeito, hoje eu cheguei a uma conclusão, nada.
Nós podemos sempre ter momentos maravilhosos, porem sempre vamos nos deparar com algo. Vamos dizer que estas imperfeições chamam-se “ser humano”.
Talvez um sorriso me limite de deixar escorrer uma lagrima, mas e quando a escuridão cair?

Hoje eu prefiro viver esta realidade, para amanhã nada acontecer mais uma vez. Não posso fingir que meu passado não me deixou tomar decisões, seria hipócrita. O que me resta a fazer, e tentar te esquecer, porque isso nunca ira me levar a lugar algum a não ser ao começo de toda esta historia que insiste em se repetir.

Eu procuro entender o tempo, mas todas as janelas estão fechadas, depois de todas estas chuvas, de todas as palavras, é mais uma vez, apenas complicado.

Eu gostaria de poder abrir os olhos há 361 dias e evitar qualquer capitulo que se aproximasse da realidade que hoje vivo. Mas como seriam os dias atuais?

Vivemos em um labirinto que nos levam aos mesmos erros.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Espera,


Em uma realidade subtendida pude perceber o que seria o amor de verdade, e de quais maneiras podemos empregá-los em nosso cotidiano, não que qualquer maneira de amar não seja valida, mas acha mesmo que alguns dos tantos amores a sua volta seriam o mesmo se você começar não apenas pensar, mas também viver o não? Quantos deles ficariam ao seu lado? Ou amar é se sacrificar por outra?
Há pouco tempo pude perceber do que se tratava aquela espera, e por mais chocante que possa parecer era justamente, esperar, esperar demais, não de que meu espelho mostra claro, mas sim de que meus olhos podem ver, pessoas que eles refletem.

E como tudo em nossas vidas a espera é um fardo que temos que carregar, a única maneira valida de lhe dar com isso e a maneira com que encaramos, apenas assumir o destino ou fazer bom proveito. A pouco tempo encarava como destino, e sempre a esperar de um te amo maior ainda, dito por meu olhar a vocês, mas como tudo, ficava a esperar. Em uma manhã também fiquei a esperar a porta de meu quarto se abrir, e novamente fiquei a esperar. Até quando desta espera?
Foi quando percebi que talvez eu viveria por volta de cem anos, talvez possa ser cem anos de espera, e quando chegar ao final, aquele velho banco do ponto de ônibus, esteja vazio.

Então, viva, sinta, feche os olhos e deixe o vento lhe mostrar que mesmo que não tenhamos tudo que desejamos, sempre há pelo que abrir-mos os olhos e dizer, muito obrigado.

sábado, 10 de outubro de 2009

Mentiras,


Olhar para o lado e não sentir, quem se dizia sempre aqui, não mais ver também, mas realmente acreditei? Ou apenas inventei momentos que os verbos eram no coletivo, eram sobre nós dois.
Não vou dizer que não vai passar, muito menos que não vou sentir, mas a dor é algo que podemos escolher fazer acontecer, ou simplesmente a guardar, e apenas chamá-la em dias de chuva, com fortes trovoes.
Ao abrir os olhos não vou mais pensar, visto que, tudo que preciso vai muito alem do ar que respiro, ele passa por cada olhar que me faz querer, ele passa em quadro dimensões, onde cada uma é capaz de me proporcionar sorrisos, muito mais além, eles me proporcionam sonhos.
Impossível segurar lagrimas quando ouso as canções sair de seus lábios, e saber que todos aqueles pensamentos já falados aqui, não mais podem me dizer não, não mais podem me ferir.
KJTR

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Escuridão,


Hoje acordei com a luz da janela do corredor entrando pelo pequeno vão da porta,
Porem não foi como os demais dias, demorei a levantar, olhei para a luz, e ainda fiquei lá, inerte, como se esperasse algo acontecer para o primeiro movimento.
Nada aconteceu.
A cada dia eu me questiono até quando esta espera, sem questionar o que da espera?
Hoje talvez eu passe e seja notado, não com os olhos de quem admira, e sim com a maldade ao lado, mas qual será o mais errado desta historia? De quais e quantas formas será formado o homem, de qual de suas faces se faz a verdadeira.
Não mais julgar, não mais olhar, pois na verdade o que se faz valer à pena é o sentir, nada mais do que isso.

Eu falo sobre as maldades atiradas a mim de todas as regiões, mais maldade ainda seria frente ao espelho, pois, somente lá, saberás o que és tudo vida, sem farsas, mentiras.
Saberás ver quem és tu perto de mim.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Fim


Demorou certo tempo para chegar à conclusão de qual matéria eu seria constituído, e seria um erro ou egoísmo assumir que fiquei decepcionado? De qualquer forma, ser igual.
Eu fiquei a gritar, mas nada ao meu redor se tornava real, era como esperar chuva a 40º, e mesmo não sabendo do que se travava, eu sentia, não havia ninguém a me ouvir.
E toda vez que se entra em cogitação o fim, algo me diz não, e se um dia eu não mais voltar atrás?
Ser feito de sorrisos, é sempre uma saída valida, mas até quando?

Procuro distrações, até mesmo na televisão, qualquer coisa com a função de me fazer não mais querer, mas tudo é sobre as mesmas coisas, seria então o sexto andar?
Eu só queria olhar meu reflexo e assumir, assumir o que ninguém vê, ao menos em mim, carne e osso.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A tarde,


Hoje lutei para achar alguma distração que me livrasse de meus pensamentos, e nem mesmo o brilho da estrela da tarde, entre os galhos das arvores foram capazes de tal procedimento.
Fui obrigado a me entregar a eles,
Mas,
Não eram mais os mesmos de alguns meses atrás, eles eram tão concretos quando o assunto era duvida, de qual assunto realmente estava pensando? Desta vez não havia possibilidades, a única idéia concreta era o vazio.

O vento estava bem gelado, mas nada era capaz de me fazer esquecer, atirei minhas mãos para a madeira mais próxima, e a usei como apoio, deixando assim meu corpo estirado pela torre, eu fui capaz de perceber tudo que estava ao meu redor com apenas um olhar, e nada, absolutamente nada, era capaz de existir.

É muito complicado ser uma maquina programada para produzir sorrisos.

domingo, 4 de outubro de 2009

19 anos depois,



Amanhecer,


Eu olhei para o céu e fiquei a pensar o que poderia estar acontecendo do outro lado do mundo, porque naquele local onde eu me encontrava estava simplesmente tudo parado, e demorou a perceber que um pássaro de uma arvore não muito distante cantava a procura de seus outros, foi quando o vento tocou minha face, me fazendo voltar ao normal, voltar a perfeição daquele minuto, e como uma bomba liberei o resto de fumaça daquele narguille olhando para as ultimas estrelas que estavam a espera do sol, assim como nós três a espera de um novo dia, a espera do meus 19 anos.